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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Cidades fantasmas Parte 2

São João Marcos e as águas do armagedon
É pessoal, quem disse que só existem cidades fantasmas lá fora. Aqui na terrinho também temos esse lance.Por exemplo, Velho Airão e esta que será falada agora, São João Marcos.Fica localizada no estado do Rio De Janeiro, Entre os municípios de Rio Claro e Itaguaí. Próximos à baia de Sepetíba.











Dois Mapas que indicam onde se localiza esta cidade.



Esta simpática cidade foi fundada em meados do século XVIII, 1733, mas nesta época não era uma ciudade era uma grande fazenda de café chamad São João Marcos Príncipe, propriedade de João Machado Pereira.Em 1811 após a elevação da antiga capela a paróquia e logo depois a igreja matriz, o povoado é elevado a categoria de vila,ou arraial.E por fim com o crescimento do comércio e da população fez com que a vila properasse e elevasse ao nivel de cidade no ano de 1890.
Com o fim da Monarquia, a cidade mudou seu nome para São João Marcos.
Mas a properidade da cidade tinha seus dias contados.
Até o ano de 1900, a cidade properava e chegou ao seu auge com 18 mil habitantes, no início do século XX, ocorreu a grande crise do café, uma vez que a econômia da cidade era sustentada pelo café, a cidade empobreceu muito e sua população despencou para cerca de 7.400 habitantes.
Humph vejam como as coisas são estranhaas, hilárias se não fossem trágicas, em 1939, o centro da cidade foi tombado como patrimônio cultural,uma vez que sua arquitetura colonial era unica e de beleza sem igual.


Vista panorâmica da cidade,1927









Igreja Matriz









Mesmo com esta proteção e com o reconhecimento desta por órgãos culturais governo, ,tanto que o próprio Vargas assinou um decreto reconhecendo isto.Mas Vargas volta atrás em seu decreto e decide destombar a cidade e iniciar as obras de expansão de Ribeirão das lajes, visando aumentar a produção de energia elétrica.
No ano da destruição da cidade ela contava com uma população de 4.600 habitantes, 2 igrejas,uma delas era da irmandade de Nossa Senhora do Rosário dedicada à São Banedito, 2 cemitérios,2 clubes de dança e futebol, o Marquenense,mais elitizado e o mais popular, prazer das morenas, O teatro Tibiriça,Um hospital e uma pensão e um jornal próprio,"O município".



Centro da cidade, 1927




O governo antes de começar as obras ofertou de comprar as casas das pessoas, que tinham pouco mais de uma semana para pegar seus pertences e deixar a cidade.Mas de primeira poucos aceitavam a oferta do governo, em poucos dias as inundações começaram lentamente, e doenças começaram a desimar e expulsar o pouco da população que restava,1.200 mortes por cólera e malária acarretaram sobre os restantes 3.600 residentes. Que assustados venderam suas casas por preços humilhantes e se mudaram para municipios como Itaguaí, Rio Claro, Manguaratiba, Sepetiba e por ai vai.
Em apenas 2 anos a cidade era apenas uma lembrança.Nos dias de hoje, as autoridades enchergam a situação de São João Marcos como um crime contra o patrimônio histórico nacional, pois se tivesse inteira, a cidade, seria uma segunda Paraty, que prospera e enrriquesse com turistas do mundo todo que nadam em suas calmas e limpas represas e apreciam a beleza da arquitetura colonial e que querem dar um tempo do corro corre das grandes cidades.










Ruínas da igreja matriz












Ruínas do Antigo solar da fazendas das Olarias














Escadarias da Cidade

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